Cultura da Qualidade e Comportamento Ético
ISO 9001:2026 – A ética ganha destaque
O ponto de partida é bem conhecido: um sistema de gestão da qualidade (SGQ) perfeitamente documentado, com ou sem certificação, é essencialmente ineficaz se as pessoas da organização não o colocarem em prática. Após a revisão, dois conceitos-chave passam, portanto, a ocupar o centro das atenções: a cultura da qualidade e o comportamento ético. Esses conceitos estão ancorados principalmente na Cláusula 5.1 (Liderança e Compromisso) e na Cláusula 7.3 (Conscientização), nas quais a alta administração deverá promover ativamente uma cultura da qualidade e dar o exemplo no que diz respeito ao comportamento ético. E todos os funcionários devem estar cientes dessa cultura e apoiá-la ativamente.
Não se trata, de forma alguma, de transformar as organizações em instituições morais. Trata-se, sim, de valores clássicos, como integridade, confiabilidade e atuação responsável. As decisões devem ser transparentes e justificáveis, os compromissos devem ser honrados e, acima de tudo: a responsabilidade não termina nos limites da organização. A política de qualidade a ser formulada deve, portanto, refletir de forma ainda mais clara — e de maneira comprovável — o contexto cada vez mais dinâmico da organização. A direção estratégica da organização deve estar comprovadamente fundamentada nesse contexto.
A cultura é aquilo que a liderança tolera
A qualidade está, portanto, se tornando cada vez mais uma questão fundamental de liderança, e um sistema de gestão da qualidade que seja verdadeiramente colocado em prática é, acima de tudo, uma questão de cultura. O que a liderança tolera passa a fazer parte da cultura, como resumiram, em essência, os especialistas em liderança Gruenert e Whitaker. Só que talvez essa não seja a cultura que você deseja.