No passado, a segurança da informação era considerada principalmente uma responsabilidade do departamento de TI. As organizações encaravam a gestão dos riscos de segurança da informação sobretudo como a implementação de medidas técnicas e confiavam na proteção de suas infraestruturas de TI por meio de firewalls, segurança de endpoints, sistemas de detecção e prevenção de intrusões ou segmentação de rede. Essa abordagem era complementada por medidas de segurança física e treinamentos de conscientização para reforçar o «firewall humano», a fim de demonstrar uma abordagem estruturada à gestão dos riscos de segurança da informação.

Desde então, o foco se ampliou significativamente. Hoje, a cibersegurança não significa mais apenas proteger os ativos de informação relacionados à TI, mas também evitar perdas financeiras, manter a continuidade dos negócios, proteger serviços críticos e cadeias de suprimentos; em suma: fortalecer a resiliência de uma organização. Poucas coisas ilustram essa mudança de paradigma tão claramente quanto a Diretiva NIS2 da União Europeia.

O que é a NIS2?

A NIS2 é a diretiva atualizada da União Europeia sobre a segurança das redes e da informação (Diretiva (UE) 2022/2555), que estabelece obrigações harmonizadas de cibersegurança e de notificação de incidentes para organizações de médio e grande porte em setores-chave, como energia, produtos químicos, indústria de transformação, transportes, saúde, infraestruturas digitais e outros setores econômicos críticos. Uma vez transposta para a legislação nacional dos Estados-Membros da União Europeia, ela exigirá que as organizações afetadas implementem medidas de cibersegurança baseadas em riscos, cumpram prazos rigorosos de notificação de 24 ou 72 horas e enfrentem multas substanciais em caso de violações graves.

Embora a NIS2 seja uma diretiva da UE, seu impacto prático vai muito além das fronteiras da União. Fabricantes, fornecedores de tecnologia, empresas de logística e prestadores de serviços que fazem parte das cadeias de valor europeias enfrentam cada vez mais expectativas específicas de cibersegurança e exigências de comprovação por parte de seus clientes. A certificação ISO 27001 está se tornando um sinal fundamental nesse contexto: demonstra que uma organização gerencia os riscos de segurança da informação de forma sistemática e em conformidade com uma norma reconhecida internacionalmente.

Para muitas organizações, isso levanta uma questão estratégica:

Se quisermos participar de forma confiável das cadeias de suprimentos europeias, a certificação ISO 27001 está se tornando um requisito de entrada?

A ISO 27001 como porta de entrada para as cadeias de suprimentos europeias

Com base em um número crescente de licitações públicas e avaliações de fornecedores, surge um panorama claro:

  • A ISO 27001 oferece uma base reconhecida e auditável para muitas das expectativas de cibersegurança e governança que surgem a partir da NIS2.
  • Para acessar relacionamentos com clientes exigentes e cadeias de suprimentos críticas, a certificação é cada vez mais vista como uma expectativa mínima, e não como um diferencial.
  • As organizações com um SGSI maduro e certificado estão mais bem posicionadas para responder a questionários, auditorias e atividades de due diligence motivadas pela NIS2 ao longo da cadeia de suprimentos.

Nesse sentido, a certificação ISO 27001 está se tornando uma porta de entrada eficaz para as cadeias de suprimentos europeias, não porque cumpra, por si só, todas as obrigações da NIS2, mas porque oferece a estrutura organizada e verificável que muitos clientes europeus agora esperam como requisito mínimo.

O custo crescente das interrupções cibernéticas

Hoje, os incidentes cibernéticos raramente permanecem isolados: eles se propagam em cascata pelas cadeias de suprimentos, interrompem as operações e expõem as organizações ao escrutínio regulatório muito tempo depois da violação inicial.

Nos setores de manufatura, saúde, transportes e infraestruturas críticas, as organizações enfrentaram paralisações operacionais que duraram dias ou até semanas: linhas de produção pararam, redes logísticas ficaram paralisadas e serviços ao cliente ficaram indisponíveis.

O que torna muitos desses incidentes particularmente preocupantes é o fato de nem sempre terem começado com ataques altamente sofisticados. Em muitos casos, os invasores exploraram vulnerabilidades nos ecossistemas de fornecedores, sistemas sem patches, monitoramento insuficiente ou respostas tardias a incidentes.

Para os líderes empresariais, uma lição ficou clara:
A questão fundamental não é mais se uma organização consegue evitar todos os incidentes cibernéticos, mas sim se consegue continuar operando quando um deles ocorre.

Essa mudança de mentalidade está no centro da NIS2.

Por que a NIS2 é importante para os conselhos de administração

  • A cibersegurança se tornou um tema dos conselhos de administração, e não mais um assunto puramente de TI: os órgãos de gestão devem aprovar e supervisionar as medidas de gestão de riscos de cibersegurança.
  • As leis nacionais que implementam a NIS2 podem impor multas no patamar do GDPR: até 10 milhões de euros ou 2% do faturamento anual global para entidades essenciais, e até 7 milhões de euros ou 1,4% para entidades importantes.
  • Os membros do órgão de gestão podem ser responsabilizados por uma supervisão inadequada da gestão de riscos de cibersegurança, conforme as regras nacionais de responsabilidade.

A NIS2 dá grande importância à governança, à responsabilização e à resiliência organizacional. As organizações abrangidas pelo escopo da diretiva devem demonstrar, entre outros aspectos:

  • O envolvimento ativo da alta direção na implementação e no monitoramento das medidas de cibersegurança,
  • Processos eficazes de notificação de incidentes de segurança significativos,
  • Uma gestão estruturada dos riscos de cibersegurança,
  • Controles de segurança eficazes na cadeia de suprimentos,
  • Medidas de continuidade dos negócios 

A norma ISO 27001 proporciona uma base sólida

As organizações certificadas na norma ISO 27001 já dispõem de uma estrutura organizada para a gestão de riscos, a governança e o tratamento de incidentes, todos elementos que apoiam os requisitos da NIS2.

Em sua essência, a norma ISO 27001 se baseia em uma seleção de controles orientada a riscos e relacionada aos processos de negócio da organização, em responsabilidades e políticas de governança claras e na melhoria contínua (o ciclo PDCA). Esses princípios podem ser aplicados diretamente às medidas organizacionais e técnicas estabelecidas nas regulamentações da NIS2.

As organizações com um sistema de gestão da segurança da informação (SGSI) maduro geralmente já contam com:

  • Estruturas de governança para a segurança da informação
  • Processos eficazes de avaliação e tratamento de riscos
  • Políticas de segurança documentadas e responsabilidades claramente definidas
  • Procedimentos para a gestão de incidentes
  • Ciclos de auditorias internas e análises críticas pela direção
  • Medidas de gestão da cadeia de suprimentos
  • Planos de recuperação de desastres e de continuidade dos negócios

Esses elementos constituem uma base sólida para a implementação das principais medidas de gestão de riscos da NIS2.

Quando a ISO 27001, por si só, pode não ser suficiente

A norma ISO/IEC 27001:2022 é uma norma internacional, não uma lei. A certificação ISO 27001 não garante a conformidade com a NIS2. Três áreas (a segurança da cadeia de suprimentos, a responsabilização da gestão e a obrigação legal de notificar incidentes de segurança) geralmente exigem medidas e evidências que vão além do que um certificado ISO 27001 pode demonstrar por si só.

A ISO 27001 é uma norma internacional voluntária, enquanto a NIS2 é uma legislação europeia vinculante. Portanto, a certificação não substitui automaticamente a conformidade com todas as obrigações da NIS2, especialmente no que diz respeito à segurança da cadeia de suprimentos, às obrigações de notificação e à responsabilização da gestão.

O artigo 21, parágrafo 2, da NIS2 define dez categorias de medidas de gestão de riscos de cibersegurança que as organizações abrangidas são legalmente obrigadas a implementar. O conteúdo da norma ISO/IEC 27001:2022 e os controles listados no Anexo A podem ser associados à maioria dessas categorias, embora não correspondam a elas de forma direta, um para um, como requisitos legais:

Segurança da cadeia de suprimentos

A Diretiva NIS2 exige que as organizações avaliem e gerenciem os riscos de cibersegurança em toda a sua cadeia de suprimentos, e não apenas dentro dos limites da própria empresa.

Incidentes recentes de cibersegurança têm mostrado repetidamente que os invasores exploram a cadeia de suprimentos para obter acesso não autorizado às redes de clientes maiores. Afinal, o princípio da eficiência, «o máximo de alcance com o mínimo de esforço!», também se aplica aqui.

Consequentemente, o artigo 21, parágrafo 2, alínea d, da NIS2 exige a segurança da cadeia de suprimentos, o que corresponde aos controles 5.19 a 5.23 do Anexo A da norma ISO 27001:

  • Segurança da informação nas relações com fornecedores
  • Abordagem da segurança da informação nos acordos com fornecedores
  • Gestão da segurança da informação na cadeia de suprimentos de TIC
  • Monitoramento, análise crítica e gestão de mudanças dos serviços de fornecedores
  • Segurança da informação para o uso de serviços em nuvem

Responsabilidade da alta direção

Pela NIS2, a cibersegurança deixa de ser considerada uma questão puramente técnica que pode ser delegada ao departamento de TI.

A diretiva estabelece que o órgão de gestão da organização deve assumir a responsabilidade pela aprovação, pelo monitoramento e pela revisão regular da implementação das medidas de gestão de riscos de cibersegurança. Na prática, espera-se que a alta direção:

  • Compreenda os riscos cibernéticos e se envolva ativamente com eles,
  • Participe das atividades de governança e dos processos de tomada de decisão relacionados à cibersegurança,
  • Forneça recursos adequados para as medidas de resiliência, e
  • Monitore a preparação para a resposta a incidentes e as obrigações de notificação.

Dependendo da implementação nacional da NIS2 e das normas societárias e de responsabilidade aplicáveis, os membros do órgão de gestão também podem enfrentar consequências pessoais caso não cumpram adequadamente suas obrigações de cibersegurança. Assim, a governança da cibersegurança está se tornando uma responsabilidade central da gestão, com possíveis implicações regulatórias e financeiras caso não se demonstre de forma convincente uma supervisão suficiente.

Notificação de incidentes

A NIS2 introduz prazos juridicamente vinculantes: as organizações devem enviar um alerta precoce inicial à autoridade competente em até 24 horas após tomarem conhecimento de um incidente significativo, seguido de um relatório mais detalhado em até 72 horas e de um relatório final em uma etapa posterior, conforme definido na legislação.

Hoje, muitas organizações não contam com os processos documentados, as responsabilidades claramente atribuídas e os procedimentos testados necessários para cumprir esses prazos de forma confiável. As estruturas de gestão de incidentes existentes no escopo de um SGSI frequentemente exigem ajustes específicos para refletir os prazos regulatórios e as obrigações de comunicação externa introduzidas pela NIS2.

Na prática, isso normalmente significa fechar três lacunas específicas. Primeiro, definir e documentar um critério claro que determine quando «tomar conhecimento» de um incidente significativo dá início ao prazo de 24 horas — a maioria dos procedimentos de SGSI se concentra na classificação interna de gravidade, e não nos prazos regulatórios. Segundo, designar uma função específica responsável pelo alerta precoce e pelo contato direto com o CSIRT nacional ou com a autoridade competente, separada da função que lidera a resposta interna. Terceiro, estabelecer uma trilha de evidências auditável — incluindo registros com data e hora, cópias das notificações e a justificativa da avaliação inicial de gravidade — que possa ser apresentada caso uma autoridade de supervisão analise posteriormente como foram cumpridos os prazos de 24 e 72 horas previstos na NIS2.

Resiliência operacional

Reguladores e clientes esperam, cada vez mais, evidências de que as medidas de resiliência foram testadas — e não apenas documentadas no papel.

Portanto, espera-se que as organizações demonstrem que conseguem manter ou restabelecer rapidamente as operações críticas durante eventos disruptivos, em vez de apenas apresentar planos escritos. Isso normalmente inclui:

  • Planejamento da continuidade dos negócios e testes regulares
  • Exercícios de recuperação de desastres para sistemas e dados críticos
  • Simulações realistas de resposta a incidentes
  • Procedimentos de gestão de crises definidos e praticados

Em conjunto, esses elementos mostram se a resiliência está de fato integrada às operações do dia a dia.

Sua organização também está avaliando necessidades mais amplas de resiliência em cibersegurança?

A norma ISO 22301 (Gestão da Continuidade de Negócios) oferece uma estrutura complementar para demonstrar a continuidade operacional em situações de pressão.

Saiba mais

Novas perguntas que clientes e parceiros estão fazendo

A certificação ISO 27001 está se tornando um pré-requisito nas negociações com fornecedores. Os clientes europeus esperam não apenas um certificado ISO 27001, mas também evidências de resiliência comprovada.

As empresas da cadeia de suprimentos devem responder às seguintes perguntas:

  • Com que rapidez vocês conseguem se recuperar de um incidente cibernético grave?
  • Como os fornecedores críticos e terceiros são avaliados em relação a riscos de segurança?
  • Qual é o papel da alta direção na governança da cibersegurança?
  • Com que frequência são testados os planos de resposta a incidentes e de continuidade de negócios?
  • Que medidas estão em vigor para garantir a continuidade das operações durante uma interrupção?

As empresas que conseguem demonstrar tanto a certificação quanto uma resiliência operacional comprovada se destacam em mercados altamente competitivos.

O que as equipes de gestão devem considerar

A abordagem mais eficaz é usar um SGSI (Sistema de Gestão da Segurança da Informação) ISO 27001 já existente como base para uma conformidade mais ampla com a NIS2 e, em seguida, identificar e fechar as lacunas específicas que a certificação, por si só, não cobre.

As organizações não precisam escolher entre a conformidade com a norma ISO 27001 e com a NIS2. Na maioria dos casos, a ISO 27001 fornece a plataforma do sistema de gestão; a NIS2 e as respectivas leis nacionais de implementação elevam os requisitos em áreas específicas. O essencial é entender até que ponto as práticas atuais já atendem a esses requisitos legais e em quais áreas ainda são necessárias melhorias específicas.

Perguntas úteis para as equipes de gestão:

  • Nosso programa de cibersegurança trata adequadamente os riscos em todo o nosso ecossistema de fornecedores?
  • Os líderes executivos estão ativamente envolvidos na governança da cibersegurança, e não apenas sendo informados depois?
  • Conseguimos demonstrar resiliência operacional além dos procedimentos documentados?
  • Os processos de resposta a incidentes e de recuperação são testados regularmente com base em cenários realistas?
  • Temos processos documentados que cumprem os prazos de notificação de 24 e 72 horas previstos na NIS2?
  • Nossos clientes e parceiros de negócio esperam mais do que uma certificação como prova de resiliência?

Como os requisitos da NIS2 e da ISO 27001 se relacionam?

Baixe o white paper da DQS (em inglês) para obter uma comparação detalhada entre as obrigações da NIS2 e os controles da ISO 27001, desenvolvido para ajudar as organizações a avaliar até que ponto seu SGSI já atende às expectativas da diretiva e onde ainda pode haver lacunas.

Baixe o white paper (em inglês)

Pontos-chave

  1. A norma ISO/IEC 27001:2022 cobre grande parte das dez medidas de gestão de riscos estabelecidas no artigo 21, parágrafo 2, da NIS2 – embora o grau dessa correspondência dependa da maturidade e do escopo do SGSI existente.
  2. As áreas típicas de atenção em SGSI certificados incluem principalmente: riscos da cadeia de suprimentos que vão além dos parceiros contratados diretamente; um fluxo documentado para a notificação de incidentes em 24/72 horas, com gatilhos claros
  3. Responsabilidade claramente atribuída pela aceitação de riscos no nível da alta direção
  4. Medidas de emergência e de continuidade dos negócios testadas regularmente, e não apenas descritas.
  5. A norma ISO 27001 atribui a responsabilidade pelos riscos à alta direção (inclusive na cláusula 6.1.3(f)), mas não estabelece, por si só, uma responsabilidade pessoal; esta decorre apenas da NIS2 e de sua implementação nacional (por exemplo, no que diz respeito aos órgãos de gestão e às funções de supervisão).
  6. Clientes e equipes de compras consideram a certificação ISO 27001 um pré-requisito na avaliação de fornecedores.
Perguntas e respostas

Perguntas frequentes

O que é a Diretiva NIS2?

A NIS2 (a segunda Diretiva sobre a segurança das redes e da informação, Diretiva (UE) 2022/2555) é uma diretiva da UE que se aplica em toda a UE desde janeiro de 2023 e que deveria ser transposta para a legislação nacional pelos Estados-Membros até 17 de outubro de 2024. Ela estabelece requisitos obrigatórios de cibersegurança e resiliência para organizações de uma ampla gama de setores essenciais e importantes em toda a Europa, incluindo energia, transportes, indústria de transformação, saúde e infraestruturas digitais. As leis nacionais que transpõem a NIS2 introduzem obrigações legais diretas, sanções financeiras que podem chegar a 10 milhões de euros ou 2% do faturamento anual global para entidades essenciais (e 7 milhões de euros ou 1,4% para entidades importantes), além de uma responsabilização mais clara da alta direção pela gestão de riscos de cibersegurança e pela conformidade.

A norma ISO 27001 cobre os requisitos da NIS2?

A norma ISO/IEC 27001 atende a muitas das expectativas da NIS2 por meio de sua abordagem estruturada e baseada em riscos para a gestão da segurança da informação. No entanto, a certificação, por si só, não cumpre automaticamente todas as obrigações da NIS2, especialmente no que diz respeito aos prazos legais de notificação de incidentes, à gestão de riscos da cadeia de suprimentos e aos requisitos específicos de governança e responsabilização impostos aos órgãos de gestão pelas leis nacionais baseadas na NIS2.

A norma ISO 27001 é obrigatória pela NIS2?

Não. A NIS2 não exige a certificação ISO 27001. No entanto, muitas organizações usam a norma ISO/IEC 27001 como uma estrutura reconhecida para organizar e demonstrar suas práticas de gestão de riscos de cibersegurança, o que pode apoiar significativamente seus esforços para cumprir as obrigações da NIS2 e atender às expectativas de clientes e órgãos reguladores.

Qual é a maior diferença entre a ISO 27001 e a NIS2?

A ISO/IEC 27001 é uma norma internacional voluntária de sistemas de gestão que as organizações podem adotar para demonstrar uma governança estruturada da segurança da informação. A NIS2 é uma diretiva da UE que, uma vez transposta para a legislação nacional, cria obrigações legais vinculantes relacionadas à gestão de riscos de cibersegurança, à resiliência, à notificação de incidentes e à supervisão pela alta direção — com sanções potencialmente significativas em caso de descumprimento.

Quais sanções as organizações podem enfrentar pela NIS2?

No âmbito da NIS2, a legislação nacional pode prever multas administrativas de até 10 milhões de euros ou 2% do faturamento anual global para entidades essenciais, o que for maior, e de até 7 milhões de euros ou 1,4% do faturamento anual global para entidades importantes, o que for maior. A alta direção também pode enfrentar consequências pela legislação nacional aplicável em matéria de direito societário e responsabilidade civil, caso negligencie gravemente suas obrigações de supervisão em relação à cibersegurança.

Quais são os requisitos de notificação de incidentes da NIS2?

A NIS2 exige que as organizações abrangidas sigam um cronograma de notificação em etapas junto à autoridade nacional competente ou ao CSIRT. Normalmente, isso inclui um alerta precoce em até 24 horas após a detecção de um incidente significativo, uma notificação mais detalhada do incidente em até 72 horas e um relatório final dentro de um prazo posterior (frequentemente de um mês) estabelecido na legislação nacional. As organizações que não tiverem processos documentados, responsabilidades atribuídas e procedimentos testados para essas etapas poderão ter dificuldade para cumprir esses prazos juridicamente vinculantes.

A norma ISO 27001 pode ajudar a melhorar a resiliência operacional?

Sim. A norma ISO/IEC 27001 apoia a gestão de riscos, os procedimentos de resposta a incidentes, os controles de segurança de fornecedores e as práticas de governança que, em conjunto, contribuem para uma maior resiliência organizacional. Para organizações que buscam demonstrar resiliência alinhada às expectativas da NIS2 e de seus clientes, um SGSI bem implementado com base na ISO 27001 é um ponto de partida valioso e amplamente reconhecido.

Descubra o que envolve a certificação ISO 27001

Explore os serviços de certificação ISO 27001 da DQS, da avaliação inicial à certificação e às auditorias de manutenção.

Explore os ser­vi­ços de cer­ti­fi­ca­ção da DQS
Autor

Markus Jegelka

Especialista na DQS para sistemas de gestão de segurança da informação (ISMS) e auditor de longa data para as normas ISO 9001, ISO/IEC 27001 e catálogo de segurança de TI de acordo com o parágrafo 11.1a da Lei da Indústria de Energia Alemã (EnWG) com competência em procedimentos de teste para § 8a (3) BSIG. 

Loading...

Eventos e artigos relevantes

Você também pode se interessar por
Blog
Loading...

Os custos com violações de dados acabam de atingir um recorde histórico

Blog
Loading...

O que realmente determina o custo de uma violação de dados em 2026

Blog
Loading...

Avaliação TISAX® de Nível 2: Por que a opção mais barata nem sempre tem o melhor custo-benefício